segunda-feira, 21 de maio de 2007

Testes à droga em Agosto aos automobilistas

A partir de Agosto, os automobilistas podem também vir a ser testados para ao consumo de drogas.
A nova lei sobre a fiscalização do álcool e de substâncias psicotrópicas nas estradas portuguesas foi ontem publicada em Diário da República e entra em vigor a partir da segunda quinzena de Agosto. O diploma consagra a utilização de testes de despistagem de drogas pela PSP e pela GNR em operações de fiscalização de trânsito, mas estas forças ainda não têm em sua posse os equipamentos necessários para analisar os condutores.


A GNR confirmou ontem ao CM que os militares “ainda não receberam qualquer indicação sobre quando vão chegar os kits para realizar os testes”. Em princípio, serão usados kits descartáveis que detectam a presença de drogas através de uma análise rápida da saliva – um método que a GNR tem vindo a testar em voluntários desde há dois anos –, mas ainda não há prazos definidos.Até aqui, a detecção de consumo de drogas fazia-se através de análises ao sangue e à urina, mas, à excepção dos casos em que há acidentes de que resultem mortos ou feridos graves, estas raramente são pedidas pelas autoridades: “Se for detectado um condutor com um comportamento claramente perturbado e que não acuse qualquer taxa de alcoolemia, este poderá ser conduzido ao hospital para serem feitas análises, mas é raro que isto aconteça uma vez que é uma decisão que se baseia unicamente na intuição do militar que faz a fiscalização”, A nova lei obriga a que os testes feitos na estrada sejam confirmados através da realização de análises à urina, feitas nos hospitais. Caso estas revelem indícios de droga procede-se a uma análise ao sangue – realizada pelo Instituto de Medicina Legal após recolha de amostra num hospital público.O diploma prevê um prazo máximo de 30 dias para serem comunicados os resultados, o que Lourenço da Silva considera “muito razoável”, uma vez que é esse o tempo que tem demorado a chegar os resultados dos testes de alcoolemia por análise ao sangue.


Fonte: Correio da Manhã

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