terça-feira, 5 de junho de 2007

Registadas 24 novas espécies de animais no Suriname


Uma boa notícia para a biodiversidade a nível mundial




O Atelopus spp trata-se de um sapo que apresenta marcas fluorescentes por todo o corpo e é uma das 24 novas espécies de animais encontradas recentemente no Suriname. Esta descoberta decorreu no âmbito de uma expedição que 13 cientistas realizaram durante 2005 a este país da América do Sul, anunciou ontem a organização Conservation International (C.I.) como forma de celebração do Dia Mundial do Ambiente.
Estas espécies, até agora desconhecidas para a ciência – 5 sapos, 6 peixes, 12 besouros e uma formiga -, foram encontradas numa área a cerca de 80 quilómetros a Sul da capital do Suriname, Paramaribo, no âmbito do RAP (Rapid Assessment Program), que registou um total de 467 espécies na região."Esta é uma área totalmente inexplorada: muitas espécies novas, com muitas outras ainda por descobrir", diz Leeanne Alonso, vice-presidente da C.I. e responsável pelo programa R.A.P.

Entre as espécies registadas, os cientistas documentaram 27 que não existem em mais nenhum lugar da Terra e redescobriram uma espécie de peixe (Harttiella crassicauda) que se pensava já extinta há 50 anos.
No Suriname encontra-se a maior extensão de floresta tropical intocada da Terra e cerca de 20 % da água do planeta percorre a região. Apesar disso, as suas florestas estão cada vez mais ameaçadas pela exploração mineira ilegal. "Quando realizada de forma descuidada, a extracção mineira pode destruir ecossistemas frágeis ao degradar a qualidade da água", explica a organização.

A C.I. acredita que os resultados desta expedição, apoiada por duas empresas mineiras a operar na região, possam ser utilizados para ajudar a proteger as populações de anfíbios que estão a morrer em todo o mundo, em parte devido a doenças que tornam a sua pele mais vulnerável a infecções. Alonso diz que as espécies agora encontradas no Suriname ainda estão de perfeita saúde.
A organização pede ainda a protecção urgente da floresta amazónica dado o potencial de exploração científico ainda existente, bem como do potencial económico.

domingo, 3 de junho de 2007

Moda Anti-bactérias

Uma estudante de design, em conjunto com um grupo de cientistas e engenheiros químicos da Universidade de Cornell, nos EUA, criou uma colecção de roupa, que repele diversos tipos de bactérias, germes e até mesmo o pó.
O tecido inclui “nanopartículas” que têm o mesmo tamanho dos vírus e ameaças externas que pretendem combater, reconhecendo-os e encurralando-os individualmente. As roupas têm um aspecto comum, mas, segundo os seus criadores, não precisam de ser lavadas, pois a sujidade é evitada pela rede de partículas, que medem entre cinco a 20 nanómetros e aderem automaticamente ao tecido de algodão. Com as ameaças sentidas pelos EUA relativamente ao terrorismo mundial, o uso deste vestuário inovador poderá ser utilizado no combate aos atentados químicos ou biológicos.
Contudo, o preço das peças ainda não foi divulgado, mas os seus criadores acreditam que, com um maior desenvolvimento da tecnologia, os valores desçam consideravelmente.
Fonte:www.cienciaportugal.net