No passado mês de Abril foram sentidos sete sismos na ilha do Faial, nos Açores: no dia 4 de Abril foi registado um sismo, dia 5 de Abril foram registados dois (02:28; 16:16 - hora local) (06:31 - hora local), no dia 8 de Abril foi registado um (21:24 - hora local), dia 19 de Abril foi registado um (22:54 - hora local), dia 22 de Abril foi registado um (00:36 - hora local) e dia 24 de Abril foi registado um sismo (10:34 - hora local). A actividade sísmica a oeste da ilha do Faial tem vindo no entanto a diminuir, embora, por vezes, ainda se observem alguns períodos de maior libertação de energia.
Na sequência da actividade sísmica que se vem observando, registou-se nova ocorrência no dia 11 do presente mês de Maio, às 06:18, com epicentro a cerca de 4Km a oeste das Furnas, ilha de S.Miguel. De acordo com informação disponibilizada pelo Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) o evento foi sentido na ilha de S. Miguel com intensidade máxima III/IV (Escala e Mercalli Modificada) nas Furnas e intensidade II/III na Ribeira Quente e Ponta Garça.
Na sequência da actividade sísmica que se vem observando, registou-se nova ocorrência no dia 11 do presente mês de Maio, às 06:18, com epicentro a cerca de 4Km a oeste das Furnas, ilha de S.Miguel. De acordo com informação disponibilizada pelo Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) o evento foi sentido na ilha de S. Miguel com intensidade máxima III/IV (Escala e Mercalli Modificada) nas Furnas e intensidade II/III na Ribeira Quente e Ponta Garça.
De acordo com Teresa Ferreira, da Universidade dos Açores, tratando-se de uma crise de natureza tectónica, o padrão de actividade sísmica a que presentemente se assiste é o normal nestas situações e pode prolongar-se durante vários dias, semanas ou meses, à semelhança do ocorrido noutros episódios registados na Região. Assiste-se a um decréscimo relativamente lento da sismicidade quer em termos do número de sismos registados, quer em magnitude, mas por vezes tal tendência é interrompida por pequenos períodos de maior libertação de energia. A situação só regressará ao normal quando as diferentes falhas activas existentes na área se adaptarem às novas condições geológicas, uma vez que a rotura provocada pelo sismo principal foi da ordem dos vários quilómetros.
Os eventos registados não provocaram vítimas nem danos materiais significativos, excepção para a queda de alguns muros de pedra e raras fendas em habitações já fragilizadas. De notar que o sismo de 5 de Abril, tratou-se de um dos mais violentos registados no arquipélago desde o terramoto de 1 de Janeiro de 1980 e apenas o facto de ter ocorrido a uma distância significativa das ilhas de S. Miguel e Santa Maria evitou consequências drásticas.
Fonte: Observatório Vulcanológico e Sismológico da Universidade dos Açores
